Na edição de hoje, a Fala Notícia mergulha na gramática para desmontar pegadinhas que costumam surpreender leitores e repórteres. Este artigo apresenta 10 erros frequentes, explicados de forma clara e com exemplos práticos, para quem busca escrever com mais precisão e credibilidade.
Gramática sem surpresas: 10 pegadinhas comuns
A gramática não é uma competência reservada a especialistas. Ela funciona como um filtro de clareza, especialmente em textos jornalísticos. Este guia mostra, item a item, como evitar armadilhas comuns e manter a notícia objetiva e confiável.
Para quem precisa manter a gramática em dia, cada pegadinha traz a forma correta e um exemplo prático de uso. A ideia é transformar dúvidas rápidas em hábitos editoriais, sem perder a fluidez da leitura.
Ao longo do conteúdo, você encontrará dicas simples para aplicar já na edição da matéria. Boa prática de gramática é sinônimo de menos retrabalho e mais confiabilidade na cobertura das informações.
Este conjunto de pegadinhas responde à dúvida prática de quem escreve sob prazos curtos e precisa de orientações rápidas para manter a gramática impecável.
- 1) Há vs. a (tempo verbal)
Regra: use há para indicar tempo decorrido; use a apenas como artigo ou preposição. Ex.: Há cinco dias recebemos a documentação. - 2) Mas vs. Mais
Adução: mas é conjunção adversativa; mais é advérbio de intensidade ou pronome. Ex.: Gostei do relatório, mas faltou clareza. Precisa de mais exemplos. - 3) A gente vs. agente
Erro comum: a forma correta como pronome é a gente, separada. Evite agente como substituto. Ex.: A gente precisa revisar o parágrafo. - 4) Por que / Porque / Por quê / Porquê
Quatro usos diferentes: por que em perguntas, porque na resposta, por quê no final de perguntas e porquê como substantivo. Ex.: Por que houve atraso? Porque não houve clareza. - 5) Em vez de vs. Ao invés de
Seja conservador: a forma em vez de é a mais segura na maioria dos textos; ao invés de é aceitável, mas menos comum. Ex.: Optamos por trabalhar em casa em vez de ir ao escritório. - 6) Mau vs. Mal
Mal é advérbio; mau é adjetivo. Ex.: Ele fez um trabalho mal feito. Não é mau, é ruim. - 7) Senão vs. Se não
Use senão como equivalente de “caso contrário”; combine com “não” apenas em sentido substancial. Ex.: Não foi conveniente; senão, teríamos aceitado. - 8) Entre mim e você vs. entre eu e você
Preposição exige o pronome correto: entre mim e você. Ex.: Essa decisão favorece entre mim e você. - 9) Para mim vs. Pra mim
Em textos formais, prefira para mim; em falas ou estilo mais informal, pra mim pode aparecer. Ex.: Para mim, a nota está correta. - 10) Concordância com sujeito composto
Quando o sujeito é composto, o verbo fica no plural. Ex.: Chegaram os dados; não chegou apenas um relatório.
Perguntas frequentes sobre gramática
- Q1: Qual é a diferença entre há e a?
A: Há indica tempo decorrido; a funciona como artigo ou preposição. Use: Há duas horas vs Estamos a 2 horas. - Q2: Quando usar “em vez de”?
A: Use em vez de para indicar substituição direta. Ex.: Vamos trabalhar em casa em vez de ir ao escritório. - Q3: Como evitar conflitar “mal” e “mau”?
A: Utilize mal como advérbio (faz o trabalho mal), mau como adjetivo (persona ou coisa ruim). - Q4: Quando preferir “entre mim e você”?
A: Em regência de preposições, o uso correto é entre mim e você, especialmente em textos formais. - Q5: Como lidar com “senão” e “se não”?
A: Senão funciona como equivalente de “caso contrário”; se não é a expressão separada em orações condicionais. - Q6: Por que evitar “agente”?
A: A gente é a forma correta do pronome; agente é erro comum que pode confundir o leitor.




